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História e Histórias da Aliança Estelar junho 29, 2010

Posted by Douglas "Mago D´Zilla" Reis in Contos.
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PARTE I – CRONOLOGIA PRÉ-ALIANÇA

2079 – Define-se o Colapso Ecológico do planeta Terra. As colônias na Lua, em Marte e nos satélites jovianos vetam totalmente novos imigrantes. Naves clandestinas, lotadas de fugitivos desesperados, são localizadas e destruídas todos os anos. A humanidade vive uma guerra civil pela sobrevivência.

Logotipo da Aliança Estelar

Aliança Estelar

2101 – Na aurora do século XXII a nave colonial Gemini, a primeira das esferas Bernall-Bussard – enormes naves colonizadoras com mais de 5 quilômetros de diâmetro – parte do Sistema Solar, levando 1900 pessoas para tentar estabelecer presença humana em Alpha Centauri.


2160 – A 20a e última esfera B-B partiu, em direção à 55 do Câncer. Não houve ainda contato com nenhuma das missões de colonização. Envenenada, poluída e até mortalmente radioativa em muitos lugares, a Terra mal consegue sustentar sua minguada população de 400 milhões de humanos.
2165 – A Confederação Marciana (C.M.), em associação com as outras colônias do Sistema Solar, inicia a aplicação de todos os recursos  e técnicas disponíveis para terraformar… a Terra.
2201 – Após estabilizar o meio-ambiente e restabelecer plena habitabilidade à Terra, a C.M. devolve o controle político do planeta aos terranos – mas apenas depois que estes comprometem-se a ingressar na recém-criada Aliança Solar.
2277 – A Aliança Solar, englobando todos os planetas, satélites e asteróides habitados do Sistema Sol, trava contato com o planeta Frater, colônia de Alfa Centauro e, com o ingresso deste planeta, torna-se a Aliança Estelar. Novos avanços científicos e tecnológicos propiciam naves capazes de velocidades hiper-luminais (acima da velocidade da luz), e a Força Estelar Aliada toma para si o dever e a honra de singrar o espaço em defesa de quaisquer mundos onde a vida e a civilização possam ter-se estabelecido.

PARTE II – ALIANÇA

1- PARTICIPANTES
Todos os planetas colonizados pelas naves humanas são candidatos pré-aprovados à Aliança, bastando apenas ao governo local manifestar-se favoravelmente à adesão. Outras raças, culturas e inteligências terão sua adesão condicionada a alguns fatores:
Ter atingido estágio de desenvolvimento tecnológico equivalente a “sigma parcial” (ver adiante);
contar com pelo menos uma colônia extra-planetária;
existência de governo unificado ou, no mínimo, alguma organização planetária nos moldes da antiga O.N.U.;
não estar envolvida em nenhum tipo de guerra de conquistas.
Cada planeta continua sendo administrado por qualquer sistema que se tenha desenvolvido localmente, mas todos os povos devem enviar dois parlamentares à sede da Aliança Estelar, na Terra. O Parlamento tem como objetivo promover a união e o entendimento entre seus participantes, em prol do desenvolvimento conjunto de todos.

2- A FORÇA ESTELAR ALIADA

a – OBJETIVOS
A  F.E.A. é uma força militar interplanetária cujo objetivo primário é encontrar as missões colonizadoras da Terra e prestar-lhes qualquer ajuda de que necessitem, e oferecer-lhes ainda a oportunidade de participarem da nova Aliança.
Concomitantemente seus integrantes devem estudar quaisquer formas de vida que venham a encontrar em suas missões, reportando suas descobertas ao Núcleo Científico da Aliança. Salvo ordens expressas do Parlamento Aliado, no entanto, a F.E.A. não tem autorização para estabelecer nenhuma forma de contato direto com outras formas de vida que não originárias da Terra.
Finalmente, mas não menos importante, as naves da F.E.A. representam a Aliança onde estiverem, devendo portanto defender da melhor forma possível os interesses da mesma, funcionando o capitão de cada nave como um cônsul atuante.

b- ESTRUTURA

O Comando Supremo da Força Estelar Aliada sedia-se na Terra, de onde coordena a atividade de todas as naves estelares aliadas. Responde ao Parlamento via representação diplomática de um de seus comodoros.
O comando geral é exercido pelo arqui-almirante. Nove almirantes administram diferentes aspectos da atuação da Força, um dos quais é a movimentação de sua frota de vinte e três naves estelares pelo espaço aliado e além.
Em cada planeta ou colonização aliada há uma superintendência local da Força. Em geral, qualquer nave aliada que lá chegue deve reportar-se a um de seus escritórios.

3- TECNOLOGIA

A viagem hiper-luminal processa-se através da hiper-fase, uma vibração da estrutura quântica da nave entre a nossa dimensão e o hiper-espaço (onde as leis da física conhecidas não se aplicam da mesma forma que aqui). Não há limite teórico para as velocidades que se pode atingir, mas sim limites práticos: a hiper-fase consome quantias enormes de energia, e até o ano de 2295 só se conseguiu alcançar 10% de fase de forma segura (100 % eqüivaleria a uma velocidade infinita, a um custo energético igualmente infinito).
Em termos práticos, uma viagem que levaria um ano à velocidade da luz pode ser feita, no fator acima, em pouco mais de sete dias: toma-se a distância a percorrer em anos-luz e divide-se por 48 para obter o tempo de viagem. Assim uma viagem a Alfa Centauro – 4,5 anos-luz – leva em torno de 34 dias (Isto coloca as travessias inter-estelares na mesma duração das oceânicas nos tempos das caravelas, o que deve orientar a ambientação das histórias).

As comunicações a longa distância são feitas através de hiper-ondas, que podem trafegar através do hiper-espaço a taxas de eficiência de 44% (fator de redução aproximado: 950 – uma mensagem de Alfa Centauro chega à Terra em pouco mais de três horas), mas com alcance de pouco mais de 15 anos-luz. Estações repetidoras automáticas são instaladas pela F.E.A. em vários sistemas estelares inabitados para manter a integração inter-estelar.
Após o encontro com forças hostis, as naves foram equipadas com armamentos mais efetivos do que os lasers espectroscópicos (usados para vaporizar amostras de rocha à distância e analisar sua composição através das emanações de gás). Mísseis fásicos transportam dispositivos de disrupção subatômica ao alvo em velocidades hiper-luminais; canhões megatron lançam projéteis sólidos a velocidades relativísticas contra alvos em curtas distâncias;  os lasers agora são muito mais potentes e versáteis.
Geradores quânticos abastecem as naves da Aliança, uma fonte inesgotável limitada somente pela quantidade de energia que se pode canalizar em segurança através de meios físicos.

4- NAVES

O cruzador pesado classe Ranger tem 4000 metros de comprimento, num corpo nitidamente aerodinâmico devido à sua capacidade de vôo atmosférico e aterrissagem, e abriga uma tripulação de 3200 pessoas. Carrega consigo cinco naves auxiliares, quinhentos mísseis fásicos, setenta mil projéteis megatron e equipamento científico básico para pesquisas. Maiores, mais versáteis e poderosas que as anteriores classe Pioneer, as Ranger assumiram as fronteiras da exploração quando a Entente passou a representar ameaça real aos exploradores e colonos. Ao todo, dezesseis naves desta classe pesquisam e patrulham o espaço aliado. São elas:
ASV Atlantis (James T. Baud)  HC-2/13
ASV Hercules (Jason Willows ) HC-2/14
ASV Galileo (Bernard Spurgeon ) HC-2/15
ASV Redemptor (Robert March ) HC-2/17
ASV Endeavour (Hermann Stern ) HC-2/18
ASV Centurion (Henrick Maas ) HC-2/19
ASV Entrepreneur (Jean-Paul Giscard ) HC-2/21
ASV de Gaulle (Mortimer Smith ) HC-2/22
ASV Wellington (Albert Spartan ) HC-2/33
ASV Challenger (Mark Friday ) HC-2/25
ASV Yoshiharu (Mitsuo Morinaga ) HC-2/26
ASV Bandeirante (Marcelo Andrada ) HC-2/29
ASV Titov (Kiril Orlov ) HC-2/33
ASV Discovery (Carl Zagan ) HC-2/36
ASV Ganges (Mordecai Singh ) HC-2/39
ASV Hermes (Lionel Hartman ) HC-2/40
ASV significa “Allied Space Vessel”; os nomes entre parênteses são os de seus capitães. A sigla que se segue refere-se ao tipo de nave (HC sendo “Heavy Cruiser”, ou Cruzador Pesado); O número antes da barra é o seqüencial de projeto; após a barra, o número da nave.

A Aliança construiu originalmente doze naves classe Pioneer, das quais sete continuam em serviço. Estuda-se uma nova versão desta classe para patrulhas locais e tráfego leve.
ASV Alvorada (Marcus Dziller ) LC-1/01
ASV Erebus (Tomaso Toscarelli ) LC-1/02
ASV Heitor (Andrei Kapapoulos ) LC-1/04
ASV Mantiss (Alfred A. Bachmann ) LC-1/05
ASV Labrador (William Trevors ) LC-1/07
ASV Archimedes (Fessarius Lounarr ) LC-1/09
ASV Aristoteles (Malcolm Sweeney ) LC-1/12
Há ainda outras naves menores trafegando entre os mundos aliados, naves mercantes, de pesquisa, particulares, piratas, nem todas ligadas diretamente à F.E.A., mas todas obrigadas pelos tratados da Aliança a submeterem-se à autoridade desta.

5- AS COLÔNIAS

A Aliança estabeleceu uma escala de status tecnológico para as colônias que fossem encontradas, conforme suas conquistas.
Alfa – primeira cidade pressurizada; transferência de ½ da população da Esfera; começo de terraformação.
Beta – 2 a 4 novas cidades; terraformação rudimentar; primeiras espécies vegetais estabelecidas; nave mantida com tripulação mínima.
Gama – 8 a 12 cidades pressurizadas; terraformação avançada (oxigênio em baixos teores, oceanos, temperatura confortável para humanos).
Delta – Ar respirável; primeiras cidades abertas; fim do controle populacional.
Sigma – Evolução tecnológica apreciável; avanços em comunicação e propulsão; viagens hiper-luminais.
Quando a colônia atinge todos os quesitos de um determinado grau, diz-se que esta encontra-se neste grau “pleno”; caso contrário, se ultrapassou o grau anterior mas ainda não atingiu o grau seguinte, ela encontra-se neste último “parcial”. Exemplo: Em Alfa Centauro, a Gemini estabeleceu a mais próspera das colônias, que iniciava suas primeiras experiências em comunicações e propulsão hiper-luminal mesmo enquanto a Aliança era formada. Quando a  ASV Alvorada chegou a Alfa Centauro A-IV, o planeta – também conhecido pelo nome Frater – já fazia parte da Aliança, com a classificação “sigma plena”. Já a colônia em Sirius A-VII-a, quando contatada, mal começara sua terraformação, apesar de contar já com três comunidades pressurizadas no planetóide. Recebeu classificação “beta parcial”.
À época em que focalizamos este universo (2295), são conhecidas e fazem parte da Aliança as seguintes colônias:

1.Frater (sigma plena) – Alfa Centauro A, 4o planeta, a 4,3 anos-luz de Sol – Cultura muito semelhante à terrana; mantiveram contato quase constante.

2.Fortuna (delta parcial) – Sírius A, 6o planeta , a 8,6 anos-luz – já chegou a ser sigma parcial, mas sofreu desestabilização ambiental; tribos de híbridos humano-reptilianos.

3.Razalt (sigma parcial) – Altair, 2o planeta, a 16,6 anos-luz – encontrada 1a espécie alienígena inteligente e civilizada (D’zaatuh); por serviços prestados, humanos recebem cidadania; manifestações de psiquismo em altos níveis.

4.Livingstone (alfa parcial) – 61 Cygni A, 1o planeta, a 11,2 anos-luz – O único planeta do sistema é incapaz de sustentar vida; população têm vivido na Esfera Bernall-Bussard, começando a estabelecer-se no cinturão de asteróides.

5.Intrepid –  – Épsilon Indi, 1o planeta, a 11,2 anos-luz – E.B.B.  detectada na superfície do planeta, mas nenhuma forma de vida; aguardando investigação.

6.Orlan (delta plena) – Procyon A, 5o planeta, a 11,4 anos-luz – cultura monarquista, baseada nos ideais das antigas Ordens de Cavalaria; baixo psiquismo e infecções mutantes, “vampiros”, “fantasmas”, “monstros”…

7.Vehrgel (beta plena) – Tau Ceti, 1o planeta, a 11,9 anos-luz – Alta manipulação genética criou híbridos humano-vegetais, que dominaram o ambiente; População puramente humana em franco declínio; efeito estufa acentuado.

8.Ballad (gama parcial) – Epsilon Eridani  A, 2o planeta, a 10,7 anos-luz – cultura violenta, lembrando o oeste selvagem estadunidense do século XIX.

9.Prosper  (delta plena) – Omicron Eridani, 2o planeta, a 15,9 anos-luz – tempestades violentas; psiquismo mediano; genética avançada; importantes avanços em controle climático.

Parte III – INIMIGOS

Em 2139 partia da Terra a 7ª nave colonial construída, a Walkyriae, com destino à 82 Eridani (a 20,2 anos-luz). Sua viagem transcorreu normalmente até o limite de detecção para a época. Contudo, pouco depois de atingir velocidades relativísticas, seu conjunto propulsor começou a apresentar anomalias de funcionamento que acabaram por tornar a nave incontrolável. A Walkyryae acelerou até a mais alta fração da velocidade da luz até então alcançada por uma nave estelar humana, quando colidiu com (ou causou) uma ponte de Einstein-Rosen ( fenômeno mais conhecido pelo vulgar nome de “buraco de verme”), o que lançou-a completamente fora do curso, e destruiu a maioria dos sistemas de controle. Quando conseguiram recuperar manobrabilidade, o habitat estava deteriorado ao extremo, e dirigiram-se ao mais próximo sistema estelar que puderam encontrar.
Lá, encontraram um planeta já habitado por formas de vida animal avançada, planeta que pelos regulamentos não poderia ser colonizado. Mas a Walkyriae não conseguiria partir novamente, e não havia outros planetas disponíveis no sistema. Assim, iniciaram sua colonização, dando ao planeta o nome de Astéria.
Os colonos dominaram o selvagem ambiente, não sem serem modificados por ele. Em duas gerações não havia mais ninguém que lembrasse de outro modo de vida que não a violenta luta diária pela sobrevivência através da suplantação de toda e qualquer concorrência. Isto criou neles uma cultura predatória, agressiva e conquistadora que perdurou até seu retorno ao espaço, trezentos anos depois.
Além da distância, a Walkyriae foi lançada pela ponte Einstein-Rosen a 213 anos no passado, de forma que o retorno dos asterianos ao espaço deu-se concomitantemente à formação da Aliança Estelar. Captando suas faixas de hiper-comunicação, eles descobriram sobre as outras colônias e passaram a caçá-las implacavelmente. Dominaram três delas, formando a Entente Asteriana, e buscam anexar todas as outras colônias e assim dominar a Aliança. No tempo focalizado, estão aproximando-se de Prosper.
Sua tecnologia difere ligeiramente da aliada. Sua fonte de energia principal é o gerador assimptótico (captação da energia gerada pela aniquilação de matéria lançada a um micro buraco negro). Suas armas mais efetivas são os mísseis gravitônicos, que provocam um temporário colapso gravitacional quando detonados, com efeitos devastadores. Também canhões plasmag, que lançam plasma altamente energizado (muito efetivo a curto alcance) e de raios fragtômicos (feixes de energia que destroçam ligações atômicas numa eficiência de 15%).
Suas enormes naves discóides classe “Conqueror” (cinco mil por quatro mil por setecentos e cinqüenta metros) curvam a estrutura do espaço para locomoverem-se a velocidades hiper-luminais. Carregam centenas de máquinas de guerra autônomas não tripuladas chamadas havocroids, que fazem as vezes de infantaria. Suas tropas humanas sempre atacam depois dos havocroids fazerem seu massacre.
Uma famosa nave desta classe, a Supplanter, comandada pelo predador (título de comando) Harper, tinha uma história de incursões bem-sucedidas a planetas ocupados, até ser detida no planeta Prosper pelo Esquadrão Tornado. Invadida e dominada, a nave asteriana foi lançada de volta à órbita e teve seu gerador principal ejetado, tendo sido a primeira nave da Entente capturada pela Aliança, o que possibilitou um estudo mais acurado de sua tecnologia.

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