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IgNobel – A Ciência, Desocupada outubro 1, 2010

Posted by Douglas "Mago D´Zilla" Reis in Notícias, Uncategorized.
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Premiação chama atenção para ‘descobertas que fazem as pessoas primeiro rir, depois pensar’
30 de setembro de 2010 | 20h 28

Carlos Orsi, do estadão.com.br
Bactérias Bacstéricas
“Felação entre morcegos frugívoros prolonga a duração da cópula” é o título do artigo científico que levou uma equipe de cientistas chineses e britânicos a receber o Prêmio IgNobel de Biologia de 2010. Gareth Jones, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, deve comparecer ao ao Teatro Sanders, da Universidade Harvard, nos EUA, para receber a honraria na vigésima cerimônia da premiação, que, segundo seus idealizadores, busca chamar atenção para “descobertas que fazem as pessoas primeiro rir, depois pensar”.

Honraria chega à 20ª edição e ocorre no Teatro Sanders

Outro destaque da premiação é um artigo de pesquisadores italianos que buscaram uma forma de escapar do chamado Princípio de Peter. Proposto pelo psicólogo canadense Laurence Peter, o princípio costuma ser resumido na afirmação de que, em toda hierarquia, os indivíduos tendem a ser promovidos até atingir “seu nível máximo de incompetência”.

“Embora pareça pouco razoável”, escrevem os agraciados no artigo “O Princípio de Peter Revisitado: Um Estudo Computacional”, “o princípio funcionaria realisticamente em qualquer organização onde o mecanismo de promoção premia os melhore membros” e onde as tarefas do nível superior são muito diferentes das do nível inferior.

O resultado é uma perda de eficiência da organização, que deixa de contar com um ótimo funcionário no nível abaixo e passa a contar com um funcionário medíocre ou ruim no nível acima. “Dentro de uma abordagem de teoria dos jogos”, prosseguem Alessandro Pluchino, Andrea Rapisarda e Cesare Garofalo, da Universidade de Catânia, na Itália, “descobrimos contraintuitivamente que, para evitar tal efeito, as melhores formas de melhorar a eficiência de uma dada organização é ou promover a cada oportunidade um agente ao acaso ou promover aleatoriamente o melhor e o pior membro, em termos de competência”.

Um grupo de pesquisadores japoneses volta para receber seu segundo IgNobel. Depois de serem agraciados em 2008 com o prêmio de ciência cognitiva pela descoberta de que o limo é capaz de resolver labirintos, Toshiyuki Nakagaki e Atsushi Tero recebem agora a honraria na categoria de Planejamento de Transportes, como membros da equipe que demonstrou o uso do limo na determinação de rotas para linhas ferroviárias.

Por sua vez, o Prêmio IgNobel da Paz vai para três britânicos que confirmaram a crença popular de que gritar palavrões ajuda a diminuir a dor.

O lado francamente satírico do prêmio aparece no de Química, concedido pela descoberta de que “óleo e água se misturam”. Ele será concedido a dois cientistas americanos – que realmente trabalharam num estudo a respeito -, mas também à BP, empresa responsável pelo gigantesco vazamento de petróleo no Golfo do México.

Já o IgNobel de Economia vai para os administradores das empresas Goldman Sachs, AIG, Lehman Brothers, Bear Stearns, Merrill Lynch e Magnetar, “por criar e promover novas formas de investir dinheiro – que maximizam o ganho financeiro e minimizam o risco para a economia mundial, ou para uma porção dela”. Essas empresas tiveram um papel central na crise econômica que ainda atinge os EUA e a Europa.

Outros prêmios deste ano vão para uma equipe de cientistas britânicos e mexicanos que inventou um helicóptero teleguiado para coletar amostras de secreção nasal de baleias; para dois cientistas holandeses que provaram um passeio de montanha-russa alivia os sintomas da asma; para duas pesquisadoras neozelandesas que demonstraram que usar as meias para fora do sapato reduz o risco de escorregar e cair na neve; e para três americanos que provaram, por meio de experimentos, que micróbios se agarram a cientistas barbados.

A cerimônia do IgNobel tem transmissão ao vivo pelo YouTube, e ficará disponível online em http://www.youtube.com/improbableresearch. O prêmio é uma promoção da revista Annals of Improbable Research (AIR), que se define como um periódico de “humor científico”. Como já é tradição, a cerimônia tem um tema, que será refletido em duas apresentações musicais. O deste ano é “bactéria”.

Os ganhadores que forem a Harvard receber o prêmio – segundo a AIR, autores de oito dos dez trabalhos ganhadores confirmaram presença – terão a honraria concedida por vencedores do Nobel. Farão a entrega do IgNobel Sheldon Glashow (ganhador do Nobel de Física em 1979); Roy Glauber (Física, 2005), Frank Wilczek (Física, 2004), James Muller (Paz, 1985) e William Lipscomb (Química, 1976).

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